domingo, 21 de abril de 2013


Meu caro colega Zé Higino

Meu caro colega Zé Higino,
Não penses porventura que eu,
Um dos cábulas do liceu,
Venho para aqui, agora,
Em fraca mas digna desforra,
Dizer-te, já tenho tino!

Como tu, mui digno "poetor",
De rimas tão bem estudadas
Em letras A B ensarilhadas,
E F G, E F G, sonoras,
Terçetos e oitavas cantoras,
Só o Luis, mas Camões, versejador.

Cá por mim, vou ficando reles,
Sem saber se escrevo e digo,
O que pensar, se contigo,
Procuro aprender sentindo
As tais A B, A B, e eu rindo,
Quando poetisas e expeles...

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Esses versos que aí vão,
não têm ofensa, não senhor.
Levam um grande abração
do aprendiz versejador.

O Zé Luis é companheiro,
e um grande brincalhão,
aceita-me bonacheiro
em rimas de "rimalhão"

Escrito por um Aluno do Liceu Diogo Cão

Valério Guerra

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